quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que é a AURA?

 

A palavra aura vem do grego, e significa “brisa ligeira, sopro”. A aura é vista como uma espessa nuvem luminosa de cores e matizes distintos, com tonalidades, nuances e gradações de densidade variantes. Em esoterismo e espiritualismo, a aura é conhecida como um campo de energias magnéticas e sutis que envolvem o corpo físico dos seres vivos, dos animais, vegetais, minerais, átomos, planetas e galáxias. Nos seres humanos a aura consiste na expressão vibratória dos diversos veículos dentro de várias camadas de consciência. A aura não se irradia a partir do corpo físico, ela existe nos níveis sutis.


Os rosacruzes falam da aura como possuindo três níveis distintos e hierárquicos: aura física, aura emocional e aura espiritual. A aura física reveste o corpo físico; a aura emocional representa a expressão de nossas emoções traduzida em vibrações e numa sutil luminosidade; a aura espiritual abrange nossos níveis mais elevados de consciência, nossas cargas kármicas acumuladas e nossa interação com o cósmico.

Na iconografia cristã, encontramos na arte sacra as pinturas dos santos com um halo luminoso ao redor da cabeça. Esse halo de luz é uma indicação de sacralidade, pureza e autoridade divina. Essa é também conhecida como auréola ou nimbo, simboliza a glória do ser em sua totalidade. A imagem circular da auréola nos evoca o significado do simbolismo do círculo, que traz a ideia de totalidade, unidade, perfeição, universalidade etc. Clarividentes afirmam que a aura tem forma ovóide, o que nos remete a representação do ovo como gérmen simbólico da criação (Dicionário dos Símbolos).

Na yoga, a aura é associada a irradiação dos diferentes koshas, ou invólucros, chamados de corpos ou níveis de consciência. “São perfeitamente visíveis para a visão intensificada do yoguin, ou “olho divino” (divya-cakshus). Em sânscrito, as palavras que significam aura são chaya (“sombra”), prabha-mandala (“círculo radiante”) e dipta-cakra (“roda fulgurante”), sendo que as duas últimas se referem à luminosidade do campo de energia” (Feuerstein, 1997).

A aura humana pode irradiar uma quantidade significativa de intensidade de brilho e cores diferentes. Estudos psíquicos afirmam que as cores variam desde o marrom e negro, como uma sombra, até a luminescência do branco mais puro e cristalino. No Espiritismo, vemos uma referência semelhante “88-a. Esta flama ou centelha [do espírito] tem alguma cor? Para vós, ela varia do escuro ao brilho do rubi, de acordo com a menor ou maior pureza do Espírito.” Há nessa passagem uma ideia de um certo teclado, com níveis diferentes de variações da aura, “ela varia do escuro ao brilho do rubi”. Há uma noção de um espectro que corresponde a evolução de cada espírito e a estados emocionais e mentais.

Dentro desse espectro, encontramos várias cores, como amarelo, laranja, vermelho, azul, violeta, verde, dentre outras. Cada cor tem um significado especial e representa um conjunto de estados e qualidades humanas. Por exemplo, o vermelho pode indicar uma pessoa mais voltada para a sexualidade; o amarelo, uma pessoa mais intelectualizada, com grande atividade mental e racional; o negro representa um indivíduo extremamente negativo ou incrivelmente depressivo; o branco puro representa uma pessoa de altíssima espiritualidade, altruísta, caridosa, sábia e compassiva.

Uma disfunção física, com sintomas e doenças orgânicas impregna a aura física, tendo como conseqüência um bloqueio em nossas energias, uma diminuição do seu brilho, uma mudança de cores, dentre outras modificações. Um corpo físico debilitado produz uma aura debilitada; uma complicação emocional gera uma aura emocional enfraquecida, e assim por diante. O termo aura vitalis foi empregado por Jean Baptiste van Helmont para designar a fora que move, anima e ordena os elementos corpóreos e as funções vitais.

Videntes, clarividentes, médiuns, paranormais, meditadores, yogues, projetores conscientes e até pessoas comuns em estados de expansão psíquica podem visualizar a aura de pessoas e objetos. É possível conhecer o estado físico, emocional e espiritual de uma pessoa pela visão de sua aura. Diz-se que nas antigas escolas de mistério do Egito, os candidatos à iniciação eram colocados num local determinado e os hierofantes (mestres) daquela tradição ou fraternidade observavam o estado e as variações de sua aura. Eles faziam isso como forma de averiguar o estado interior do iniciando e aprovar sua honestidade, sinceridade e caráter.

Tanto na antiguidade das antigas Ordens quanto atualmente nas práticas psicoespirituais, como yoga, meditação budista e outras experimentações é possível desenvolver a sensibilidade psíquica que permite a visão da aura.


Autor: Hugo Lapa 
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